18 de novembro de 2017

Sem preço

Sem preço

teu apreço
sincero
faz meu ego
delírio secreto
aconchego
que mereço
concreto
recomeço

sem preço
face a face
água da sanga
fria e selvagem
faz do caminho
fonte no leito
das minhas vontades

e eu penso
por que não?

teu apreço
sincero
faz meu ego
aconchego
recomeço
concreto

Dhenova

16 de novembro de 2017

Refém

Refém

ao alto, mãos
seios à mostra
só tentação
pele arrepiada
calças jeans
abaixada
estranha sensação
expostas, as nádegas

submissa mulher
refém de carinho
sodomizada, ela chora
geme baixinho
e o homem adora

e se passam horas...

Depois que o sêmen escorre
passeia pelas coxas
morre nas pantorrilhas
marcas roxas na nuca
dentes afiados, saliva seca
deixam um trilho de fogo
e a mulher implora
por mais um pouco.

Dhenova

15 de novembro de 2017

Novo dia

Novo dia

sorri o céu azul claro
numa doçura infinita
cantam os pássaros
a nova melodia
que fala de reis, ratos
morte e vida
gente e bicho, melindres

sorri o céu azul claro
num encanto tão doce
declama o galo lá fora
a nova poesia
que fala de ilusão, sonhos
bestas, bodes
seres risonhos, consortes

sorri a vida pela janela
num clichê matinal
carros passam longe
a música toca
ela fala de alegria
de sol quente na pele
fala também do amor
sem ele nada acontece.

Dhenova 

11 de novembro de 2017

Rodopio das estrelas

Rodopio das estrelas

Vento faceiro
bate à janela
vem imponente
abre as celas
vento que corta
e arde

vento gelado
vem lá do sul
muito cuidado
num céu azul
vento que crava
a estaca

vento desajeitado
arranca as telhas
rodopio desvairado
mexe com as estrelas
e para

brisa sorri
fecha a janela
a cortina
e a cela.

SBrisa
11/11/2017