4 de novembro de 2017

Depois de um dia de trabalho


Depois de um dia de trabalho

Eu espero na porta, beijo teu queixo, abraço apertado, sem carinho não há jeito. E te levo para o banheiro. Lá te ajudo a tirar a roupa. Peça por peça.  Desnudo o homem lindo que o tecido não esconde. Só de camiseta, abro o chuveiro. A água é morna. Peço que fiques de costas. Na esponja macia, espalho um creme de rosas. Calcanhares, panturrilhas são tratados de forma doce, até meus dedos chegarem às coxas. Ah, esqueço a esponja. Quero sentir a carne macia. A minha frente, tuas nádegas. Em movimentos circulares, procuro pontos de tensão. Encontro tua cintura e minhas mãos sobem pelas costas, até chegarem aos ombros. Lá, percebo os nós, aos poucos, te sinto relaxar. Murmuro, rouca, que te vires. Nossos olhos se encontram. E minhas mãos continuam o passeio. Pescoço, braços, mãos, peito, abdômen... e novamente as coxas. Ajoelho-me e no vai e vem das mãos chego a tua virilha. Ouço um suspiro. Novamente as pernas, e o pés. Adoro pés. Outro suspiro e te olho novamente. Teus olhos observam o tecido molhado da camiseta, sinto nos seios o arrepio. Impossível não enxergar de onde vem tua tensão agora. Ainda ajoelhada, olhando nos teus olhos, é com a minha boca que procuro aliviar tua tensão depois de um dia de trabalho.

Dhenova

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