22 de outubro de 2017

Ciclos


Ciclos

em cada ponteiro
do torto relógio
pedras brilhantes
refletem memórias
de olhares distantes
amores simplórios
em jardins gigantes
canteiros notórios

replantar roseiras
marcadas no tempo
na caixa, sementes
perdidas do vento
embalar a canção
enterrar os ais
tudo ao momento
construção do cais

caladas, as bocas
assim sem histórias
encontram no beijo
atenuante de glória
e os tolos rompantes
abafados na trajetória
presos a línguas loucas
sufocam sem escapatória

Dhenova

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