14 de setembro de 2017

Descuido



Descuido

Broto de rosa
rubro
o dedo fino
espeta
Broto de rosa
e suas quimeras

Espinho grosso
caule forte
balança, enverga
segue ereto
em suas promessas
pequenino
Espinho grosso
nada lhe aperta

Dolorida picada
do polén do amor
espalhado das ruas
recebidos no broto
sementes de vida
não pedem socorro
voam livres
sementes de vida
não pedem socorro

Assim, a sina
broto e espinho
sempre vizinhos
num verso rimado
poesia florida
surge sem cuidado.

Dhenova

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Quem me acompanha...

Pesquisar este blog

Visitantes