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Da fêmea que sou, ah, eu sei...

3 de agosto de 2017

Musa


Musa 
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Lua menina travessa
indefesa, redonda, ilesa
escondeu-se nas nuvens
fez da cena do crime
quase penumbra
sorriu mil vezes
partiu sem deslumbres

Lua mulher arredia
carrasca
macia, sedosa
surgiu plena
vitoriosa 
alcançou o céu
fêmea maldosa

Lua menina mulher
encantada
abraçou o destino
cativa, dengosa
iluminou caminhos
tão poderosa
abandonou os mitos

não os contos de fadas.

Dhenova

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