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Da fêmea que sou, ah, eu sei...

28 de julho de 2017

Destrato


Destrato

A boca seria alento
caso sorrisse
no brilho mais denso
um riso de tigre
permaneceria aceso
fogo que atinge
parte ao meio
meu eu de esfinge

ah, queria o sim
o não me deprime

Nesse cárcere, vago
espero a música
seja brega ou clássica
tanto faz a firula
quero a dança e o colo
e na diabrura
conhecer teu destrato
ferida pra minha cura

ah, não quero tango
o sim vai além

Beijo sôfrego retém
universo afiado
já não sou um bebê
tenhas cuidado
o que espero da vida
só a mim mesma falo
cultivo dias
de paz e orgasmos

sim, queria teu sim
o não mando ao diabo!

Dhenova

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