27 de junho de 2017

Doeu? Que pena!

Doeu? Que pena!

Que pena a pedrada
tão perto do olho
foi só a madrugada
e alguma cachaça
fazendo alvoroço

Perdão, seu moço
os gases me cansam
ando sem gosto

Moço e a índia potira
abraçados ao leito
com muita harmonia
entre risos e rimas
engendram segredos

subterfúgios em versos
mostram a sina
de quem já foi
grande um dia

Olho no espelho
aguardo o corte
sangue vermelho
jorra à sorte
cuspo mil vezes
no leito de morte

Sinto, seu moço
doeu? Que pena!
foi só um adeus.

Dhenova

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