Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

1 de maio de 2017

Um recorte



Um recorte

quando o beijo é atirado
largado por sobre as ondas
há no recorte do quadro
certa esperança que voa

lá, nas correntes bravias
no jogo de facas a certeza
vivem monstros, alegorias
sentimentos sem defesas

nada a serpente das águas
elétrico abraço silencioso
calado canto na madrugada
e o ciclo começa de novo

na areia, sinais de fumaça
nome grifado em Poesia
maré dança e faz pirraça
esquece-se o beijo do dia.

Dhenova

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