17 de fevereiro de 2017

Dos rastros que deixei



Dos rastros que deixei

Dos rastros que deixei
figuras muros tédios
Do amor que desdenhei
danças ritos mares
Dos detalhes que escondi
sirenas gnomos fadas
Do castelo que perdi
gigantes monstros mistérios

Dos caminhos que não vi
corpos e falas
Da beleza que esqueci
sobrevivi às falhas
Das ilusões de orvalho
perdi a inocência
Da nona vez que consumi
outra existência

Tudo fato
ato
tudo mente
e cala

Cada qual com sua essência
nada mais que valha a pena.

Dhenova

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