22 de novembro de 2016

Quando calo...

Quando calo...

Atirada ao espaço
solta dos galhos
em raivosa lufada
céu escurecido
vermelhos os raios
pressinto o perigo
bato no chão
e grito

Enrolada na areia
perco a direção
cada grão incendeia
picada de abelha
e maré cheia
verde corpo no mar
vou na contramão
batizo sentidos
e grito

Mergulho no gelo
marcada por dentes
carrego nas mãos
poesia demente, rasgada
esvazio as quadras
clichês e rimas
esqueço das mágoas
das guerras e fadas
quando calo em mim
o mesmo grito.

Dhenova

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