13 de novembro de 2016

Poesia nas Paredes



Poesia nas Paredes

fantasiei arremedo
naquele dia
energia do medo
pessoas atingidas
contei nos dedos

sorri dos degredos
barriga vazia
ainda assim 
silenciei anseios

fiz da diversão 
minha covardia
direitos em mãos
dancei ao riso
qual melodia?

faca afiada
cortei pedaços
teu íntimo gelado
cubos, quadrados
embalei-o todo
em plásticos

viajei na lucidez
ver-te guardado
reservei potes 
brancos, verdes
sem nitidez 
no quadro

procurei calor 
perto do chão
sem rede
não adiantaria 
a exposição
poesia nas paredes.

Dhenova

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