Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

21 de novembro de 2016

Fim de tarde

Fim de tarde
.
Tristeza abraça o corpo
fim de tarde
cansada, entrega o jogo
e paira

Melancolia entranha-se
nas paredes
sombras desenham nomes
forma-se a expressão
'entre, por favor!'

Laço apertado de fita
mãos e pés amarrados
antes, sorriso e menina
Hoje só poesia
sem gran finale.

Dhenova

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