9 de outubro de 2016

Na parede azul

Na parede azul

no quarto escuro
nossos contornos
sobre a cama
lançam sombras
na parede azul

é com delírio
que sofro o açoite
de cada estocada
gemo baixinho
grito na noite
em cada dentada

depois, tu submisso
eu assumo o controle
de cada palmada dada
teus ais saem aflitos
e ecoam minhas risadas
meus dedos fazem a farra

deixa rastro a luxúria
em nossas entranhas
há desejo na poesia
no clamor dos rosnados
conheço tuas manhas
tu, minhas manias
sem barganhas
raivosos, apaixonados
distorcemos os prismas

nossos contornos
sobre a cama
lançam sombras
na parede azul
do quarto escuro.
.
Dhenova

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