3 de outubro de 2016

Livre, sim...

Não quero correntes
nós, elos, artifícios
das relações doentes
só a distância, permito

quero o riso
na tarde que esvai
sem suplícios
cortes ou ais.

Não quero ilusões
posturas desvairadas
não sou do tipo
que curte as farras

quero a doçura
do beijo estalado
também a candura
no abraço apertado.

Não quero a tristeza
nos olhos de quem amo
prefiro a beleza
sem nenhum pranto

quero a piada
com boca cheia
na hora errada
de preferência, à mesa.

Quero a liberdade
de ser aceita
com tranquilidade
defeitos e crenças

quero a solidão
na medida certa
pois sem paixão
a vida não presta.

Dhenova

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