Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

10 de outubro de 2016

Eu ando...


Ando e sinto nos pés
areia quente
respiro fundo
conto um, dois, três
sorrio do canto
da brisa envolvente
outra vez

Ando e cada conchinha
penetra na pele
não sinto mais dor
alma voa leve
não há mais depois
ou antes se havia
versos brancos não têm rimas

Ando e penso no amanhã
Faltará poesia ao anoitecer?
Talvez o destino mostre seus planos
e me afaste do universo de palavras
Perceberei o engano
 ao insistir no conto de fadas?
.
Dhenova


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