3 de outubro de 2016

Duas cobras


Sinto na pele
teus dentes
cravados na nuca
tão eloquentes
sentimentos tantos
nada inocentes
joelhos que dobram
inconsequentes
encostam em teu corpo
quente...

E quando menos espero
sinto teus braços
duas cobras enroscadas
agarradas em mim
assim desalmadas
veneno sem fim
desta tua jornada
sei que estou perdida
ou só 'encontrada'
No fim, o que preciso
escrava das tuas picadas.

E agora no banho
passo a esponja
nas costas
percebo a doçura
dolorida marca
sorrio absurda
depois de tanta pirraça
espero nova mordida
em qualquer madrugada.

Dhenova


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Quem me acompanha...

Pesquisar este blog