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Dos rios que não cruzei... não sei!

26 de setembro de 2016

Mas já era dia...



Mas já era dia…

Passadas na grama
tão silenciosas
roçar de tecido
na noite escura
buscam a fogueira
os pés descalços
encontram a corredeira
então, param…

e já era noite.

Adiante, do céu
uma estrela
joga o anjo torto
bêbado e tosco
com o pincel
na mão gigante
ele desenha versos
na pedra do rio
sorri ao vento
nada sombrio

anjo que protege a mulher
das passadas silenciosas
que buscaram a fogueira
e encontraram o vazio
da corredeira

mas já era dia.

Dhenova
(26/09/2016 – Já era dia)

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