28 de setembro de 2016

Já é para sempre

Já é para sempre

"Já é para sempre", ele me disse, e não quis pensar sobre. Melhor seria fechar as portas, janelas, passar o ferrolho, selar as tais cartas, lápis sem ponta não é capaz de escrever um poema majestoso... sim, se não for assim, não será, sabe? O quê hoje sei sobre celas? Não, não prendo minh'alma, almas livres merecem poemas assim abstratos, merecem mais que lua cheia e 'malmequeres' ao redor de uma piscina azul esverdeada. Almas livres não sofrem. Também não sentem nada. Assim quero ser, alma livre ontem e hoje.

"Já é para sempre", e continuo pensando, mesmo que não queira, paixão é coisa danada, quando menos a gente espera vem e passa a perna na solidão... tão minha, não quero mais esse amor de folhinha, cansei destas ideias românticas, não vou mais sentir pena de mim como antes. Sofro mais do que devo e quando percebo terminou todo o encanto.

"Já é para sempre", sim, talvez seja, mas o quê vale? Já fechei todas as portas e janelas, já tranquei tudo e ainda me sinto exposta. Almas livres não precisam trancar nada... interessante, não havia pensado nisso... talvez seja melhor abrir a janela do quarto, quem sabe a noite fria me desperte, talvez eu sinta na pele o que já me comove... e vem o medo... melhor é permanecer inerte, enquanto escuto sussurros lá fora.

Dhenova

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