26 de julho de 2016

Feitas de barro...



Feitas de barro...

Quando nada mais fizer sentido
lá fora a noite esconder a lua
esperarei um sinal do vento
um murmúrio, uma frase
algo que eu capte

e mesmo que chova carmim
raios ardentes e caricatos
invadam sem pena o jardim
regarei de novo o solo
independente de início ou fim

quando a terra é fértil
germinam, nascem, crescem
não importam os reveses
botões na roseira florescem
sorrindo...

quando tudo ficar então leve
o abraço mais apertado
saberei que preciso ser breve
ilusões são feitas de barro.

Dhenova

13 de julho de 2016

Breve




Breve

serei breve
o tempo urge
poucos remédios
realmente curam
o que não for leve
não merece assunto
desânimo é péssimo
escolhas são rumos
certos ou não

serei breve
tristeza é ruim
marasmo não vale
sorrir no fim
é questão de coragem
perceber assim
que a trilha é falha
não é estopim
a qualquer raiva

serei breve
adeus nesta hora
podia ficar
mas vou embora
parece o melhor
há vida lá fora
renasci das cinzas
viverei o agora.

Dhenova

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