Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

18 de junho de 2016

Outono


Outono

São lágrimas que escorrem
atravessam as telhas
de um céu cinzento
que hoje homenageia
a entrada do outono

vez por outra
pingos mais fortes
fazem a sinfonia
batem desordenados
no balde de plástico
verde... sem ventania
talvez poesia
apenas compassados
um e outro
abraçados

são murmúrios secos
os molhados de chuva
trazem emoção aos olhos
versos soltos na rua.

Dhenova

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