27 de maio de 2016

Fim de Cena



Fim de Cena


Iluminei cada canto do quarto
à luz de velas
espantei o mal amado
da cela
busquei alívio no ato
sem mazelas
enumerei os fatos
sem esperas
percebi o teatro
encerrei a novela.

Dhenova

13 de maio de 2016

Seres aflitos



Seres aflitos

Algumas emoções são estranhas
deixam um vazio no peito
já cansei de certas manhas
mandei às favas os segredos

andar de mão em mão
sem apego
não me faz feliz não
prefiro sossego

algumas ilusões são doces
esquecem o gosto azedo
desta vida com limões
que a gente vem tendo

buscar a solidão
requer apelo
não me importa o senão
prefiro aconchego

mas são utopias passageiras
atos falhos, esquecidos
ficar só a noite inteira
deixa qualquer ser aflito.

Dhenova

10 de maio de 2016

Realidade




Realidade

E foi esta tal liberdade
que me fez inteira, honesta
comigo mesma, faceira
cabeça leve, maneira
e também breve...

e foi esta a realidade, arteira
que riscou as rotas, na cidade
apresentou base nas propostas
escritas verdadeiras, sem maldade.

Dhenova

3 de maio de 2016

Quando já é tarde...

Quando já é tarde

Quando não é tarde
a gente implica
faz beiço, grita
atiça, ateia, arde
o fogo de chão
ilumina o combate
não aceita "não"
tampouco empate
estar de mão e mão
desafia o caráter
quando não é tarde...

quando não é tarde
move-se o Peão
o sorriso surge
na contramão
e será a Torre
mais vil ilusão
movimento livre
real emoção
sem cheque-mate
só solidão
quando não é tarde...

quando é tarde
a gente não sofre
não se desespera
deixa tudo à sorte
não acredita em novela
ou algo que passe
puta ou donzela
na sessão da tarde
não vale o massacre
a indisposição
quando já é tarde.

Dhenova
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