9 de março de 2016

Zelo

Zelo

Cai a tarde. Alguns pássaros procuram as árvores e fazem a gritaria. Talvez contem as novas do dia, reclamem do sol quente ou do vento… ou só falem dos sentimentos, como devem fazer os bem-te-vis. Vejo as crianças e suas bicicletas, olhos brilham, risadas, desafios e tanta amizade escorrega pela calçada, cobre a rua, quadro coroado por um grupo de garças, unidas num voo sincronizado e penso: ‘há tanto não sinto frio’, ‘há tanto sem inverno’. Nesse momento, um arrepio sobe furtivo pelo braço, a brisa fria lembra o gelo de alguns dias, sinto oprimir o peito, de leve, vem a nostalgia… mas quando meus olhos ficam escuros, tua mão quente encontra meu ombro, teu corpo macio ampara o meu, o calor deixa-me tonta, afasta a escuridão a tua força, faço dela merecido descanso, abraço teu zelo, respiro fundo e permaneço.


Dhenova

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