Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

25 de janeiro de 2016

Fim



Fim

E assim se encerra um ciclo, mais um, com duração um pouco maior, mas se fechou no fim, exatamente como os outros, veio escaldante como o sol de verão, ainda que no inverno, foi um ciclo de frutos sinceros, deixou olhos molhados, íntimo machucado pelas proezas de egos, fez da rotina o verdadeiro inferno, mas passou, como dor de dente, deixou lembranças ruins...  assim, se encerra mais um ciclo em mim... agora é abrir a janela, deixar o ar puro entrar; esquecer as tantas celas, finalmente me amar.

Dhenova

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