7 de janeiro de 2016

ah, que perigo



ah, que perigo

penso em dedos
língua e pele
sinto a mão
que toca leve

ouço cheiro
de mel e suor
corpo trêmulo
desfaz os nós

abro a boca
recebo a tua
não sou boba
eu, ficar nua?

agora presa
estou rendida
teu corpo forte
é água viva

grito alto
cada mordida
quero o perigo
de ser bandida

então, acordo
mole e indefesa
outro sonho doce
deixa a alma acesa.

Dhenova

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