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Dos rios que não cruzei... não sei!

4 de dezembro de 2015

À Francesa

À Francesa

Então, a linha de chegada
foi ultrapassada
sem alarde ou desespero
eu pego a mala e a bolsa
e saio ao vento
cansei de ser trouxa
dos incansáveis lamentos
vícios antigos matam
e histórias bobas
não causam sentimentos
as antigas então
traduzem o caráter
de quem sabe pouco
ou nada da vida
gente pela metade
não merece acolhida

e a vitória ficou longe
não me importei com isso
algumas cagadas grandes
assassinam o riso
e deixam o ar impregnado
do cheiro fétido
dos gases atrevidos

achei graça do jantar
assim como das galinhas assadas
que fedem enquanto enroladas
e balançam gorduras
quando são enrabadas
e ficam rodando e rodando
na assadeira danada
impossível não rir
com algumas roubadas

todavia, saí à francesa
busquei ar em outro momento
certas companhias causam
apenas terríveis tormentos
quem insiste em sofrer
são seres inconsequentes
masoquismo não curto
ninguém precisa 'ser' menos

não, é certo, ninguém viu
e sorri ao céu escuro
lá fora, por fim, a lua
atendeu aos meus desmandos
mostrou um caminho prateado
refletido sobre o muro.

Dhenova

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