Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

17 de novembro de 2015

Tango

Tango

Dancei sem receio
acreditei em mim
cansei de segredos
mostrei minha face
vivi tanto no fim
outra coisa é bobagem

dancei assim
meio doce, meio ousada
busquei felicidade
onde não havia nada

dancei sem ouvir
as notas doces
de um violão azul
segui em frente
dancei sem partner
emoções ao vento
existi pela metade

dancei e não terminei
nenhuma das coreografias
espetáculos toscos
não mereceram melancolia
todavia, em outros
havia encanto, poesia
é por esses que dancei
pelo que me deu alegria

sim, apresentações acabam
terminarei cada um dos atos
e quando a luz for apagada
estarei dançando um tango
nos lábios, uma rosa vermelha
no coração, a melhor bagagem
nos olhos, uma vida inteira
de amor, paixão e coragem.

Dhenova

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