Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

10 de novembro de 2015

Sei que me conheces



Sei que me conheces

sei que vais entender
os meus tantos silêncios
minhas fugas, os medos
essa aparente indiferença
sei que vais sentir
e me sentir em tua presença
em momentos como esse
que a alma pede poesia
preciso me afogar em rimas
que provoquem fantasias

sei que me conheces
compreendes as ausências
quando se perde o controle
a vida explode sem coerência
sei que vais ver ao longe
o horizonte avermelhado
nem por um instante
imagine-se abandonado
eu vou... e volto
nesse universo
estamos a salvo

canção de notas suaves
invade o jardim encantado
sabe-se que não há milagres
é o real que fala mais alto

ainda assim

sei que me ouviste cantando
junto ao piano
sei que me quiseste anjo...

sinto

mudei os teus planos!

Dhenova

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