26 de novembro de 2015

Cor de Prata

Cor de Prata

Foi quando abri os olhos, foi ali, percebi que havia sonhado, estava no meu quarto... e a Poesia fugiu, talvez tenha saído pela janela, pensei, tentando abrir mais os olhos, mas vi a cortina fechada, janela lacrada, a Poesia não havia saído por ali... com dificuldade, procurei a porta, estava trancada, não havia como a Poesia danada ter se esgueirado, chave na fechadura, nenhuma loucura entraria por ali... voltei a fechar os olhos... resquícios de um doce sonho, em que versos acariciavam a face, rimas ricas criavam imagens e notas graves repercutiam no estômago, arrepiavam a pele estonteantes metáforas, em estocadas vinham as coerentes estrofes, tudo pleno e vívido, intenso e lúdico no todo... e o título coroava a obra, apontava o gran finale “Performance das Letras” em destaque... novamente abri as pálpebras, a visão agora turva, talvez soubesse onde poderia ter ido tanta doçura... levantei da cama, fui até o espelho, vi um rosto pleno... ali, encontrei o que procurava, vi que a Poesia bandida havia se escondido em meus olhos, deixando-os cor de prata.

Dhenova

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