25 de outubro de 2015

O Pranto dos Plátanos


O Pranto dos Plátanos

Gaivotas voam tristes pela lagoa
há um silêncio sombrio
em cada pedacinho da orla

cachorros cansados e arredios
deitam-se ao sol, à toa

O trapiche foi tragado por águas bravias
na poesia, ele fez seu marco
deixou cinco poetas 'enovelados'
e agora se foi... sem um abraço

o pranto dos cúmplices plátanos ecoa
há conchas repletas de vazio
feito sorriso que agora se destoa

restam nos lábios acesos delírios
quentura de versos que voa

um amor que resiste às horas frias
e na chuva, constrói seu barco
nos olhos abertos ainda eclipsados

resgate poético do trapiche
[em alegrias banhado

Dhenova e Rogério Germani

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