Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

21 de outubro de 2015

Num salto



Num salto

O que me encanta é o riso
debochado, escrachado
desses que burlam o siso

o que me apaixona é a música
saída da tuas veias ácidas
que chega faceira e nefasta

e se a minha gargalhada
tomar-te de assalto
pela eterna madrugada
venhas rápido, num salto

buscar-me assim sem mote
a trote, num verso branco
para colorirmos a sorte
de sermos poesia 
num universo à parte

Dhenova

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