Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

22 de outubro de 2015

Na Mata


Na Mata

Foi na trilha da mata
que dei o grito
assustei os pássaros
acordei perigos

Desenhei no papel
intolerável sentença
joguei fora os anéis
perdi a paciência

Foi na água da cascata
que reinventei meu rito
ensaiei novo pouso
construí outro abrigo

E, no azul do mesmo céu,
restaurei a presença  
de um leve viés
à minha consciência.

Dhenova & Lena Ferreira

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