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Da fêmea que sou, ah, eu sei...

27 de outubro de 2015

Fêmea



Fêmea

Outrora, havia o riso
em série
vitorioso
fadado ao erro
Outrora, voluntarioso
quase pleno

Agora, só metáforas
ainda que sejam ricas
rimas desconexas
marcam outro compasso
não há notas certas
surgem em espasmos
Agora, pela mão do Poeta
as cartas do baralho

Amanhã, haverá a falha
lava escura que arrasa
busca da crua palavra
algo entre o sim
e a tua pegada
Amanhã, não haverá mais nada

Assim, sinto-me isenta
sem eira
à beira
intensa
Assim, me sinto... ilesa
e fêmea!

Dhenova

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