2 de outubro de 2015

Ah, foi assim...

Ah, foi assim...

foi quando eu já morria
rosa flor um dia vermelha
ah, agonizando eu sofria
expirava última centelha
paixão abandonara a dança
ficara assim sobre a mesa
apenas um fio de esperança
sentimento livre, sem beleza

abandonara os palcos a poesia
os livros foram fechados, queimados
atados foram os laços, pedaços de cobre
cobiçados pelos antigos lordes
e seus insanos conchavos
apenas uma visão do passado

e a flor rosa morria... sem proeza
sem alarde, sem sofrimento
morria sem um suspiro, calada
sucumbia ao céu sem nuvens
de forma quase alada

foi quando eu sobrevivi
e ninguém entendeu nada
rosa flor agora vermelha
sorri ao sol que brilhava tenso
fiz piruetas com um lenço
segurei os cabelos do tempo
voltei a ser rainha no meu universo
como se não me bastasse ser menos
desabrochei em plena primavera
teimosa e escandalosamente bela
flor que transmite amor
e vira tema em aquarela

ah, foi assim... quase uma novela.

Dhenova

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