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Dos rios que não cruzei... não sei!

27 de outubro de 2015

Afagos de Fogo



Afagos de Fogo

naufrago em tua retina
meus olhos, afagos de fogo
sombras projetadas sem rima
busco no mergulho o voo

amanheço molhada e cinza
na areia da praia
coberta de falhas
visto-me de vento frio
esfrio, acalmo
percorro nua a estrada

maquiagem azul, quase violeta
pés descalços, sem bagagem
esparramo tons sobre os cometas
na trilha me basta a coragem

sim, naufrago em tua retina
sem rima, sem sinas ou iras
sombra projetada na parede

é hora, de apagar a porta
fechar a luz
trancar o armário da cozinha
...

"É hora, amor, de esperar lá em cima!"

Dhenova

Um comentário:

  1. Oi Dhenova, estou levando este poema para nossa coletânea "Polinização Poética". Está certo? Abraços

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