21 de setembro de 2015

Sem jeito

Sem jeito

São tão sem jeito as minhas letras
nada faz efeito, tantas trocas
e, no amor, sempre a mesma derrota
de ter nascido fato e não proposta
de ter querido vida e não aposta
de ter morrido arte e não concreta
de ter ressuscitado poesia
e não música brega...

sim, são sem jeito as minhas letras
enquanto o peito dói a cada batida
lambendo estou todas as feridas
permaneço fria, digna e sofrida
não quero mais o desafio de ser bem-vinda
de ser estrela, prefiro as vacas
sou guardiã e guerreira
atravesso a tempestade de facas
calada ficarei pela eternidade
de moça faceira a ser de bondade

já fui um mundo... já tive coragem
hoje calo fundo... e boa viagem!

Dhenova

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