Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

10 de setembro de 2015

Por haver


Por haver

Há algo que me escapa
este estremecimento
que me arrebata
mexe por dentro
que me desarma
e me enche de medo...

há algo que me enlouquece
teus lábios nos meus
que em mim permanece
pintado de negro
que assim amanhece
e continua segredo...

há algo que me amarra
no tronco das emoções
e assim sou recriada
para fugir das paixões
que me magoaram um dia
eu, tão apaixonada
que me fizeram poesia
bem antes da tua chegada.

Dhenova

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