Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

23 de setembro de 2015

Decadência

Decadência

E o poema que encantava
composto por rimas ricas
desfilava belo e gigante
sem os tais versos brancos
entre estrofes brilhantes
fazia da vida a pista
brincava de esconde-esconde
com o leitor amante

mas vieram os ventos
e emoções bagaceiras
fizeram vis ninhos
posturas traiçoeiras
e a pobre poesia
um dia tão importante
hoje é apenas nada
iludida e carente
jura que é amada
mas é só decadente.

Dhenova

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