Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

8 de setembro de 2015

Arremedo



Arremedo

já chorei montes
fui sacrificada viva
nada que me contes
vai abrir feridas

a janela é fria
meus pés 
estão descalços
não me sinto feia
meio sem revés
só 'sem modos'

eu morri um dia
e morri novamente
agora eu vivo
de forma diferente

com capacidade
e coragem
sem arremedo
subo a montanha
sou verdade
e poesia

e na bagagem
apenas crendo
em nova manhã
faço-me ida
sou realidade
o que importa
sempre
é a subida.

Dhenova

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