10 de agosto de 2015

Trova Livre Exilada

TROVA LIVRE EXILADA

só uma metade já serve
e eu cubro com uma cereja
hoje tudo pode
menos melacueca de pagode
ou ranço de guampa sertaneja. (WS)

Com pouca humildade,
mas pura substância
E castelhana sonoridade
exilou-se na estância
o verso do poeta cruzaltense (DB)

oh, poeta, não se enerve
é só chamar no ferve-ferve
e a parceria já verseja
a poesia dá o bote
alcança macia a sorte
da companhia benfazeja (Dhe)

imperioso talhe do nosso nariz
Quis caricaturar nossa parceria
Até livro contigo já fiz
Como quem rouba melancia
Posso dizer que já fui feliz (DB)

eu já tenho certeza
que quando penso forte
o tico fala ao norte
o teco responde ao sul
que a essa hora da noite
o céu já não é mais azul (WS)

Pobres poetas de sorte
cobertos de impassível amizade
A guaiaca já foi forte
em imbatível sincronismo de vaidades (DB)

melhor é deixar a correnteza
levar assim sem recorte
versos de alguma beleza
vindos do sul ou norte
espalhar delicadezas
por onde quer que toquem (Dhe)

Obscuros como pedrinhas
No fundo das àguas pesqueiras
Jogando com as marolinhas
Sem prever crises altaneiras (DB)

antes que as fontes sequem
liberamos as correntezas
comprei uma cachaça forte
deixei um copinho sofre a mesa
caso a gente se entorte
declamaremos de língua presa (WS)

Sentiremos os carvalhos
das águas batizadas
Sem as teclas de atalhos
que já andam consagradas
nos trucos de fakes e falsários (DB)

Dhenova, Wasil Sacharuk e Decimar Biagini

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