Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

4 de agosto de 2015

Sobre o que sei...

Sobre o que sei...

O que sei hoje me basta, sei das tantas tramas, das cruéis vinganças, de gente que é gente e outros que envergonham a raça. No fundo, cansei do pastor e de suas pirraças, e seja como for eu quero é andar, ninguém me para, ainda que vá devagar, quero as mãos dadas; o que sei hoje me segura, me dá a curvatura certa para continuar em linha reta e enxergar o melhor. Se o vício de poeta trouxer o clímax à leitura não serei eu a dar fim na loucura. O que sei hoje me empurra, em frente, nada inconsequente, firme, para aproveitar cada minuto da jornada; o que sei hoje me ilumina na pior escuridão, saber do brilho na retina não tem comparação, se essa é minha sina que então morra de paixão.

Dhenova

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