Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

2 de julho de 2015

Quando perco...


Quando perco...

Quando me some o reflexo
e não há nenhum espelho
que me defina com nitidez
sei que ficas perplexo
e sussurro um conselho
rainha e plebeia da timidez:

'quando eu me desconecto
e a paixão ri em vermelho
no rosto some a palidez
mas fujo do doce amplexo
suporto a dor de um relho
num ato cruel de estupidez

quando esqueço o complexo
universo triste e velho
o que me rege é a mudez
então componho em versos
nem rimas ou termos certos
só uma estranha sensatez'

Dhenova

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