2 de julho de 2015

Meu pacto



Meu pacto

Hoje uma parte de mim silencia
cansada de guerras falsas
pessoas que usam, que são usadas
e no fim todo mundo vale nada

hoje uma parte de mim se retira
num acordo mútuo de sangue
meu eu, cabeça e peito
sempre tão itinerantes

Hoje eu enterro as letras
voltarei a dormir meu sono
esquecidas das crueis bestas
acordarei num universo risonho

Hoje mais uma parte de mim
pede silêncio, apressada
Os meus olhos fecham
sinto a rigidez dos braços

e a mente se eleva
mãos e pés se soltam
a existência se acaba
tudo entendido na marra

dormirei alguns anos
minutos, meses ou horas
minha noite é eternidade
quando o coração diz adeus

ah, poesia, talvez algum dia.

Dhenova
02/07/2015

2 comentários:

  1. Lindíssimo Poema Dhenova.
    Adoro quando uma poesia se ajusta dessa forma e nos veste perfeitamente.
    Parabéns, Beijos querida.

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  2. Maravilha que tenhas gostado, irmã! Grata sempre!

    ResponderExcluir

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