4 de julho de 2015

Metamorfose

“Fechei as cortinas, quero estar a sós com a imaginação, não deixarei que a luz da rua entre, que invada os cantos do meu quarto, que me encontre insone pela madrugada, quero fechar os olhos, assim como fechei as cortinas, quero dormir e acordar outra, talvez sem nenhuma rima... quero permanecer um mistério, carregar meus fardos e medos, não ser levada à sério, e  não ser um segredo. Não tenho a pretensão de ser apimentada, mas doce também não sou, às vezes fera, às vezes dragão, monstro domado, só ilusão. Fujo da sina de ser poeta, fechei as cortinas e agora quero dormir o sono das borboletas.”

Dhenova

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