Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

28 de julho de 2015

Desenhadas com sonhos

Desenhadas com sonhos

As portas abertas
mostram o caminho
indicam a saída
fuga do destino

as portas falam

gritam agonia
lembram desditas
sofridas na vida

(clamam amor
desejo,
calor e beijo)

as portas enganam
levam a outros planos
desenhadas com sonhos
ficam imortalizadas...

as portas se fecham
num viés, de pronto
sem qualquer aviso
deixando o mundo torto

algumas se abrem
em outro lugar.

Dhenova

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