Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

16 de julho de 2015

Desafios

Desafios

Não temo os raios que clareiam a noite lá fora, são poderosas fontes, alquimia que pressinto em minhas veias, não tenho nem quero o limite de viver com medo, quero expor o que levo dentro, só isso, sem nenhuma cena. 
Sei da água que cai em pingos e molha o telhado, ela é fria, mas me resguardo, bem no fundo acho graça de alguns comportamentos absurdos, tanta gente infeliz por nada, tanta gente precisando só ser amada.
O gelo que foi endurecendo meu coração já não me incomoda, sei que vou mantê-lo vivo até que eu morra... é, faz sentido, assim são feitas nossas próprias masmorras. Mas não estou aprisionada, tudo o que não sinto não faz madrugada... não sei, nem quero, dos perigos da subida em declive, da minha jornada sei eu, também sei quem me dá abrigo.
Não deve pedir amor quem não sente nada, é hipocrisia danada esse tipo de postura, quem vive de imagem perde a candura, aposta em emoções fajutas, perde por completo a compostura, enganar os outros é feio, mas cada qual tem sua consciência e culpas, há pessoas que necessitam viver de arremedos, outras sem conduta... pra grande maioria, falta talento.
Aprendo todos os dias, quando vejo os sorrisos dos meus filhos, que amor de verdade existe, que consideração, carinho e respeito não se exigem, que paixões são breves, que o que vale a pena mesmo é ser feliz, e o resto se consegue em um ou outro desafio.

Dhenova

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