Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

2 de julho de 2015

A noite passa...



A noite passa...

Eu leio um livro de poesia
enquanto a noite passa
e, aos poucos, sou preenchida
por ilusões fartas, emoções falhas
tanta coisa torta... e morta.

Mas meu eu se inspira, 
farreia, se dói...
se entrega; se esgaça
agudo, sem regra
acalanta, atropela
numa corrida veloz...

tudo para tentar a magia
no ato que vem depois
na madrugada tão fria
sentir a ácida melancolia
sorrir pra esperança que se foi.

Dhenova

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