8 de junho de 2015

Lenda


Lenda

Da janela, eu vejo
a estrada de barro
pressinto o trote
cavalo branco que arde
vai surgir na curva
meu coração bate forte
pés resvalam
procuram o norte...

engulo os degraus
da escada de madeira
procuro fingir calma
mas tremo inteira
Ele chegará logo
meu cavaleiro
e sua espada guerreira...

passo pelas mesas
atulhadas de bêbados
na taverna escura
enchem a cara, sem culpa
e continuam a luta

saio, enfim, à rua
silêncio absoluto
é noite escura
não ouço mais nada
quero mais da intensa
radiante madrugada...

talvez seja só uma lenda
algo que seduz e alivia
quem sabe esteja escondido
na tenda de uma cigana
que provocou a terra, nua
ou naquela estrela brilhante
feita da luz divina da lua

Dhênova

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