14 de junho de 2015

Em estado de graça



Em estado de graça

Foi doce o sorriso
que iluminou meu mundo
e me deu abrigo
foi assim que surgiu
sem nenhum aviso

Foi doce e singelo
quase eterno

Foi suave o toque
dos longos dedos
em minha mão gelada
e senti o calafrio
quente e casto
como queijo e goiabada

Foi suave o toque
quase apaixonado

Foi mansa a fala
da voz tão rouca
que me deixou fraca
tola, enamorada
em estado de graça

Foi mansa a fala
quase que me cala

Foi rápido demais
aquele instante
que perdemos a alma
desafio constante
nascido na calma
de um rompante

Foi rápido demais
foi cruel e fugaz
e eu fiquei aqui
ainda com minha paz

Foi cruel e fugaz
o pedido de mais.

Dhênova

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