Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

23 de junho de 2015

A MULHER E A SOLIDÃO - Um Tratado


UM TRATADO

Quero a penumbra de um sorriso escondido, a luz apagada, últimas notas tocadas; seria no toca discos, no vinil que brilha num canto do quarto? E lá se foram 29 anos... seria no vizinho, seria Bach ou qualquer violino? Talvez no quarto hoje, algum vídeo celta no notebook... eu, solidão... a janela aberta, já sem coração.

Dhênova
20/6/2015

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