Faço versos com o vento, areia do deserto; minha densidade eu mesma aguento, não sou sexo frágil; imaturidade não concebo, indiscutível é o intento, todavia, quando a maré é alta, o poema sai aos avessos, meio sem forma, mas no conteúdo, ah, ele arrasa e não deforma.

29 de maio de 2015

Ao sabor do vento



Ao sabor do vento

Busquei paz no canto do pássaro
que cantava solitário
e vi que o sofrimento atrai
sentimentos desnecessários

Tirei de mim o peso das mágoas
raivas, ódios e rancores
minha bagagem é leve
optei por ser livre
e aceitar-me com minhas vestes

Das dores não fiz mais lamento
sou forte
como a correnteza do rio
que te cobre...

e pretendo viver assim
ao sabor do vento
que me move.

Dhenova

Nenhum comentário:

Postar um comentário